Como escolher um software jurídico para o seu escritório: 8 critérios
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Todo software jurídico promete organizar o escritório. O que separa um bom de um ruim aparece nos detalhes de cada dia.
Escolher um software jurídico é uma decisão que se paga ou se sofre por anos: é onde ficam os processos, os prazos e o financeiro do escritório. Trocar depois custa tempo e dados. Estes oito critérios ajudam a decidir antes.
1. Prazos e publicações: quem lê o diário oficial?
O ponto principal. Veja se o sistema lê o diário oficial pelas OABs do escritório, se a publicação chega ligada ao processo e se vira tarefa com prazo sem digitação. Pergunte também como o prazo é contado: em dias úteis, como manda o processo civil, ou em dias corridos, que obriga a recalcular.
2. Andamento processual: como o processo entra no sistema?
Digitar o número do processo e os dados de cada um é o que faz um sistema ser abandonado. Veja se há importação do acervo antigo e se existe um jeito de levar o processo da tela do tribunal ao sistema, sem copiar à mão.
3. Financeiro: honorários e cobrança no mesmo lugar
Honorários parcelados, recebimentos e inadimplência precisam estar ligados ao caso. Pergunte se o sistema gera cobrança (Pix, boleto, cartão), se avisa o cliente que está para vencer e se mostra, sem planilha, quem está atrasado.
4. Documentos e assinatura
Contrato de honorários e procuração são repetidos todos os dias. Veja se o sistema preenche o modelo com os dados do cliente, usa o timbre do escritório e permite que o cliente assine pelo celular. Confira também como a autenticidade do documento assinado é validada depois.
5. Equipe: cada um vê o que é seu
Em escritório com mais de uma pessoa, importam o responsável por tarefa, a menção e os níveis de acesso. Valores de honorários, por exemplo, não precisam estar à vista de toda a equipe.
6. Segurança e sigilo
O sistema guarda dados dos clientes do escritório, protegidos pelo sigilo profissional e pela LGPD. Leia a política de privacidade: ela diz quem é o controlador dos dados, onde ficam e o que é compartilhado. Desconfie de política genérica, que não descreve o que o sistema faz.
7. Saída: dá para levar os seus dados embora?
Um bom sistema deixa você sair. Veja se há exportação do acervo e se o cancelamento é simples, sem fidelidade que prenda.
8. O custo real
Compare o preço por pessoa, o que está incluso e o que é cobrado à parte (publicações, assinatura eletrônica, WhatsApp, usuários extras). Um plano barato que cobra por cada recurso pode sair mais caro que um plano completo.
Este texto é informativo e não substitui a avaliação das necessidades do seu escritório. Teste o sistema com um caso real antes de migrar o acervo.
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